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Qual é o panorama do mercado de produtos de higiene pessoal e de beleza no Brasil?

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O mercado de produtos de higiene pessoal e de beleza movimenta um grande volume de dinheiro e está sempre com novidades. Por esse motivo, é capaz de cativar seu público e sobreviver até mesmo durante períodos de crise.

Para que você entenda melhor como funciona esse mercado e quais são as próximas tendências, é essencial acompanhar os números sobre o setor, conhecendo quais produtos estão vendendo mais, as novidades e as preferências do público. Com essas informações, é possível tomar decisões estratégicas que trarão um impacto positivo ao seu negócio. Quer entender melhor o assunto? Acompanhe o post!

Qual o panorama atual para o mercado de produtos de higiene pessoal e de beleza no Brasil?

O mercado de higiene e beleza é um dos que se mantém fortes, mesmo durante as crises econômicas recentes enfrentadas pelo país. De acordo com o último estudo publicado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal (Abihpec), esse setor registrou em 2019 um crescimento nominal de 5% no faturamento em comparação ao mesmo período de 2018, com uma expansão de vendas de 0,69%.

O panorama mostra, ainda, que o Brasil é o quarto país no ranking de consumo de produtos de higiene e beleza, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, da China e do Japão. Os itens de maior consumo são perfumes, desodorantes, protetor solar, produtos masculinos, produtos infantis, produtos para banho, cabelo e maquiagem.

Segundo essa mesma pesquisa, em relação ao mercado mundial, a América Latina ocupa uma faixa de 12,7% do mercado consumidor de higiene e beleza. O Brasil ocupa uma fatia de 48,6% do setor, um número bastante considerável e que mostra a possibilidade de faturamento e lucros para as empresas do nicho.

Geração de empregos

O setor também registra um aumento na empregabilidade, mesmo diante de um cenário negativo registrado pelos outros mercados. Os dados da Abihpec mostram que a geração de empregos diretos na indústria cresceu 4,3% entre 2017 e 2018.

As oportunidades de trabalho no mercado não tiveram um crescimento tão alto, já que registraram um aumento de apenas 1% para o mesmo período após um declínio entre 2016 e 2017. Porém, de 2009 a 2016 houve um crescimento de 13,9%.

Mercado exterior

Embora haja um grande movimento de importação no setor com produtos advindos, em sua maioria, da França, temos alguns destinos de forte exportação de marcas nacionais. De acordo com o levantamento da Abihpec, a Argentina é o país que mais recebe produtos brasileiros, alcançando a marca de 172,3 milhões de dólares.

Em seguida, em números bem menores, estão a Colômbia com US$ 68,3 milhões, México com US$ 64,8 milhões e o Chile, com US$ 59,5 milhões. Por último, encontra-se o Paraguai com a marca de US$ 52,5 milhões.

Impacto socioeconômico do setor

Os números gerados pelo mercado de produtos de higiene pessoal e de beleza são ainda mais impressionantes quando analisamos o impacto que o investimento no setor gera em comparação a outros, como agropecuária e indústria no geral. O relatório da Abihpec aponta que alocar R$ 1 milhão em beleza e higiene gera R$ 3,85 milhões em produção, 38 empregos e R$ 450 mil pagos em salários.

Ainda de acordo com essa pesquisa, o mesmo investimento na agropecuária traz como retorno R$ 2,86 milhões em produção e R$ 340 mil em salários pagos. Já na indústria, em geral, são R$ 3,72 milhões em produção, 37 mil empregos e R$ 421 em salários.

Impulso das empresas brasileiras

Todo esse crescimento tem fortalecido as marcas 100% nacionais do setor. Números divulgados pelo Euromonitor International mostram a liderança da empresa Natura, seguida pelo Grupo Boticário. A fusão recente entre Natura e Avon, outra marca de forte tradição no mercado brasileiro, mostra a força da indústria nacional dentro do setor de higiene e beleza.

De acordo com a Abrafarma (Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias), o bom desempenho do mercado de produtos de higiene pessoal e de beleza ajuda até mesmo a superar um período conturbado no setor farmacêutico, atuando na área de não medicamentos e proporcionando um crescimento do faturamento de pequenas e grandes drogarias em todo o país.

Como se atualizar sobre esse nicho?

Para se atualizar sobre o nicho de beleza e higiene pessoal, não existe muito segredo. A seguir, mostraremos algumas opções. Confira!

Acompanhe publicações especializadas

Na internet você encontra diversas publicações que tratam tanto do ramo de negócios em geral, como do setor de higiene e beleza especificamente. Nessas referências, é possível acompanhar os números relacionados ao nicho e até mesmo identificar novas tendências e obter insights para novas estratégias. Para isso, recomendamos publicações sobre marketing, varejo e economia.

Monitore redes sociais

As redes sociais relacionadas a esse mercado e aos concorrentes podem trazer informações interessantes sobre o crescimento do setor, novas fusões, lançamentos de produtos e abordagens diferenciadas de marketing. Acompanhar as informações nesses veículos ajuda o empresário a se manter bem-atualizado, afinal, nas redes sempre são publicados os dados mais recentes.

Acompanhe o blog da Simplus

Aqui na Simplus estamos sempre atentos às novidades relacionadas aos e-commerces, o que também engloba o mercado de produtos de higiene pessoal e de beleza. Ao acompanhar as publicações, você ficará mais antenado sobre tendências, novas ferramentas e até estratégias para aumentar as suas vendas.

Por isso, vale a pena acompanhar as nossas postagens e aplicar o que for possível no seu negócio!

Por que acompanhar esses números e tendências é tão importante?

Para profissionais que lidam com indústria, varejo, cadastro de produtos, logística, entre outras atividades relacionadas à produção, disponibilização e distribuição de mercadorias, acompanhar as atividades do setor é essencial. A partir dessas informações, é possível identificar as demandas do mercado, ou seja, entender as preferências do consumidor e, assim, direcionar as ofertas nesses segmentos.

Além disso, é possível estruturar abordagens de divulgação e até de cadastro de produtos obedecendo a essas demandas. Com isso, aumenta-se a capacidade de venda e consequentemente, de faturamento.

Como se deu a pandemia do novo Coronavírus e como ela exige o reforço de hábitos de higiene?

A pandemia do novo Coronavírus pegou o mundo todo de surpresa e mudou completamente a forma de viver da população, inclusive os hábitos de higiene praticados. Confira, a seguir, um pouco mais sobre ela.

O surgimento da pandemia

No dia 31 de dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na China, foi identificado o primeiro caso de infecção por conta de um novo vírus, chamado de SARS-CoV2. Desde então, os casos da doença começaram a se espalhar cada vez mais pelo mundo — primeiro pela Ásia e, mais tarde, pelos outros países.

Já em fevereiro de 2020, a transmissão da COVID-19 — o nome dado a essa doença causada pelo SARS-CoV2 — chamou a atenção em países como Itália e Irã pelo crescimento rápido de novos casos. Isso fez, então, que o Ministério da Saúde alterasse a definição de casos suspeitos para que fossem incluídos os pacientes que estiveram em outros países.

Em março, a OMS (Organização Mundial da Saúde) definiu o surto dessa doença como uma pandemia. Depois de alguns dias, a primeira morte no Brasil causada por COVID-19 foi confirmada em São Paulo. Nesse mesmo dia, dois pacientes que haviam testado positivo para o Coronavírus no Rio de Janeiro também vieram a óbito.

A pandemia do novo Coronavírus no Brasil

A pandemia de COVID-19 no Brasil teve seu início no dia 26 de fevereiro de 2020 após a confirmação de um caso positivo de um idoso que tinha acabado de retornar da Itália. Com o aumento muito rápido dos casos pelo país, já em abril o sistema de saúde do município de Manaus entrou em colapso, assim como o sistema funerário logo em seguida.

No mês seguinte, alguns estados, como Ceará, Maranhão e Pará optaram pelo lockdown em certos municípios como uma forma mais rígida para impedir o avanço da pandemia. A mesma medida foi adotada algum tempo depois por Niterói e, parcialmente, pela cidade do Rio de Janeiro.

Já em agosto, o Brasil passou da marca das 100 mil mortes causadas por decorrência do Coronavírus. No mesmo mês, os casos confirmados já passavam de 3 milhões, de acordo com o Ministério da Saúde. Em outubro de 2020, enquanto a maioria das atividades começa a ser retomada aos poucos e com cautela por todo o país, o número de mortos ultrapassa os 153 mil.

Hábitos de higiene que precisaram ser reforçados por conta do Coronavírus

A chegada desse novo vírus fez com que não só os brasileiros, como a população mundial como um todo, reaprendessem e repensassem os hábitos de higiene para evitar a contaminação e o espalhamento da doença. De acordo com médicos sanitaristas e infectologistas, a principal recomendação é lavar as mãos ou usar álcool gel toda vez que tocar alguma superfície que possa estar contaminada.

Além disso, é preciso fazer essa higienização mais consciente após ir ao banheiro, antes das refeições e ao usar transporte público ou mesmo os aplicativos de corrida, ou táxis. Dessa forma, a possibilidade de contrair a COVID-19 diminui.

Outra recomendação em relação a hábitos mais higiênicos é o cuidado ao tossir e espirrar, em que é preciso evitar o uso das mãos e dar preferência à utilização de papel descartável. Dessa forma, as gotículas lançadas pela tosse ou pelo espirro não são transferidas para outra pessoa ou qualquer superfície pelas mãos de quem espirrou ou tossiu.

Como a pandemia do novo Coronavírus impulsionou o setor?

Com o aumento de pessoas permanecendo em casa por mais tempo e voltando a sua atenção para si mesmas, o setor teve um crescimento significativo. Isso porque houve um aumento na procura de produtos de higiene pessoal e de beleza. A pandemia também contribuiu de outras formas para essa transformação. Confira, a seguir, as principais mudanças.

Comportamento do consumidor

Com o intuito de se proteger de uma ameaça nova e bastante desconhecida, o consumidor passou a adquirir mais produtos de higiene pessoal, como álcool gel, sabonetes, lenços umedecidos etc. Uma informação interessante é que, mesmo com o isolamento social, produtos de beleza também tiveram um aumento na procura, como hidratantes para o corpo e rosto, vitamina C e maquiagem em geral.

Pelo fato do isolamento social levar as pessoas a ficarem mais tempo em casa, o esperado era de que houvesse uma grande queda nas vendas de cuidados pessoais, itens de perfumaria e até mesmo de produtos de tratamento para cabelo e pele. O que aconteceu, na verdade, foi o oposto. O fato do aumento das vendas pode estar relacionado à vontade das pessoas de aproveitar o tempo livre para praticar o autocuidado.

Comportamento do preço

O comportamento do preço de produtos de higiene pessoal e de beleza sofreu bastante oscilação, principalmente no começo da pandemia. Em alguns estabelecimentos, no pico da crise ocorreu um abuso no aumento — principalmente por conta da alta do dólar e pela dificuldade de reposição de estoque. Conforme as semanas foram progredindo, porém, esses valores foram reduzidos, o que também se deu por conta da fiscalização de órgãos responsáveis.

Ainda sobre a alta nos preços praticados tanto pela indústria quanto pelo comércio nessa fase da pandemia, a justificativa se deu por conta da grande procura pelos itens e pelo alto consumo. Com o apoio do Governo Federal, porém, foi possível desenvolver algumas estratégias junto aos distribuidores para que as fábricas fossem abastecidas com mais matérias-primas, o que aumentou a produção. Esse aumento também foi o responsável por ser possível oferecer promoções ao consumidor final, inclusive.

Maior demanda virtual

A quarentena, adotada por grande parte das cidades brasileiras, foi a responsável pela intensificação de uma prática já antiga por parte dos consumidores: as compras pela internet. Desde o início da pandemia, a demanda por produtos de higiene pessoal e de beleza foi tão grande que muitos sites tiveram problemas por conta da grande quantidade de pedidos e acessos simultâneos.

Mesmo os compradores mais tradicionais, que não estavam acostumados a comprar dessa forma e preferiam ir pessoalmente aos pontos de venda, se viram obrigados a mudar o padrão de consumo e a começar a fazer as compras no e-commerce. O que se espera dos consumidores após a pandemia, aliás, é que continuem com o hábito de comprar pelo digital.

Produtos do segmento que ficaram em alta

Sem sombra de dúvidas, um dos produtos de higiene pessoal e de beleza que ficou mais em alta — e permanece — durante a pandemia foi o álcool gel. Esse produto passou a fazer parte do cotidiano de todo brasileiro por conta da prevenção e do medo de espalhar o vírus ainda mais.

Os produtos de autocuidado, porém, também seguem em alta durante esse período. Itens como hidratantes corporais e faciais, produtos para pés e mãos, assim como produtos com ingredientes que ofereçam proteção contra a luz azul de telas de smartphones e notebooks são muito procurados.

Como apresentamos neste conteúdo, o mercado de produtos de higiene pessoal e de beleza no Brasil é bastante promissor e tende a crescer ainda mais. A higiene pessoal é uma necessidade básica e os produtos de beleza, embora não estejam nessa categoria, também têm um espaço garantido na rotina dos brasileiros.

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